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  1. #1

    Vivo fornece IPv6 global prefix de apenas 64bit

    Olá pessoal.

    Há algumas semanas resolvi me desafiar a aprender sobre IPv6 e usar ele como protocolo principal, se eu conseguiria usar ele mais do q o IPv4, e ver se em algum uso ele ainda não funcionaria.

    A primeira dificuldade foi meu router RV340. É um router excelente pra IPv4, mas no IPv6 ele deixou muito a desejar. Cansado de ficar limitado a WebUI, comprei um Ubiquiti EdgeRouter X-SFP e botei OpenWRT nele. Agora sim tenho um router de verdade!

    Nesse meio tempo descobri várias mudanças do IPv6 pro IPv4 q complicam muito nossa vida. Odiei o SLAAC, sou 100% (Stateful) DHCPv6!

    Uma dessas complicações foi o conceito de global prefix e prefix delegation. O IPv6 foi desenhado pra q todos os devices do mundo tenham endereço visível na Internet. Essa proposta em tese é ótima, frente ao infame NAPT do IPv4. Mas faz com q o provedor tenha q entregar um global prefix (ao contrário do endereço inteiro no caso do IPv4), e nosso router ser capaz de receber esse prefix e distribuir endereços na nossa LAN.

    Acontece q o endereço IPv6 é formado por 3 partes: o interface ID gerado automaticamente por cada dispositivo, a subnet configurada na rede privada e o global prefix fornecido pelo provedor.

    O interface ID, por causa do SLAAC, tem tamanho fixo de 64bit. Os 64bits restantes formam o global prefix e a subnet, q possuem tamanhos variáveis.

    Conforme o padrão RFC 6177 do Internet Engineering Task Force disponível em https://tools.ietf.org/html/rfc6177, os provedores devem fornecer global prefix de 56bit para os consumidores residenciais. O padrão anterior, RFC 3177 proposto pelo Network Working Group e disponível em https://tools.ietf.org/html/rfc3177, definia um prefix maior, de 48bits, "to end consumers".

    A Vivo está fornecendo global prefix de 64bit, isso toma todo o espaço e impede o uso de subnets, nos limitando a apenas 1 subnet. Ao não seguir o padrão, ela impede q criemos VLANs e outros tipos de subnet em nossa rede. Isso prejudica nossa segurança, pois impede q isolemos dispositivos q não precisam ver nossa rede principal.

    Gostaria de saber se mais alguém está insatisfeito com isso, e oq conseguiram fazer.

    Eu liguei no SAC mas a atendente nem sabia oq era IPv6. Quis mandar tecnico, eu disse q não era necessário, mas ele disse q era o único jeito. O tecnico tb não entendia nada, agendou de vir um outro q talvez entenderia, mas ele não veio. Liguei novamente perguntando como ficaria, e então foi agendado do supervisor vir. Ele veio e aproveitou pra fazer a vistoria na instalação do GPON, disse q veria oq fazer e me ligaria, eu estou esperando ainda o retorno.

    Isso tudo gera gastos pra Vivo. Acho q ela poderia simplesmente seguir o padrão e fornecer /56 pra todo mundo, ou no mínimo facilitar o fornecimento pra quem solicitar. Com um prefix /32 ela consegue fornecer mais de 16 milhões de prefixes /56! Como comparação, a Vivo tem hoje 9 milhões de endereços IPv4, quase a metade!

  2. #2
    Notei isso aqui quando fui usar IPv6. A diferença é que nesse caso eu tive que colocar o roteador como bridge e usar o outro router no modo PPPoE já que com /64 só um dispositivo pode distribuir IPv6 pra rede.

    Mas se isso parece ruim.. tem outras operadoras que... melhor nem comentar. (sem ipv6 e usam cgnat em ipv4... claro que eu não posso falar qual operadora é)
    Código de Convite Vivo Easy: EASY1

  3. #3
    Poisé, a NET fornece /64 e ainda coloca em NAT. Pior, disseram q seguem o "padrão NIC.br", mas ela no portal registro.br diz pra usar /56, e q mesmo se entregar /64 é pra reservar um /56 na distribuição!

    Já a Telemar entrega /56. Provedores menores eu num faço ideia.

  4. #4

  5. #5
    Fala Hikari, beleza?

    meu caro, estava com a mesma situação que você. Não podia deixar o modem em modo bridge para ter ipv6 funcionando (tenho tv) e em modo router meu openwrt nao conseguia fazer o relay adequadamente...

    porém resolvi essa situação ontem e espero que ajude você também - fiz isso na versão 19.07.00 sem nenhuma configuração antes (saiu ontem aliás, caso não tenha atualizado ainda):

    editar o arquivo /etc/config/dhcp

    adicionar (ou editar se já existente) as seguintes informações:
    Código HTML:
    config dhcp wan6
        option dhcpv6 relay
        option ra relay
        option ndp relay
        option master 1
    config dhcp lan
        option dhcpv6 relay
        option ra relay
        option ndp relay
    no meu caso tive que adicionar todo o bloco wan6 e modificar algumas coisas do lan. Com isso você ativa o modo relay na interface adequada (o modem da vivo continua fazendo a distribuição do ipv6) e obriga a interface lan a usar esse relay.

    boa sorte, abraço!

  6. #6
    Citação Postado originalmente por Hikari Ver Post
    Olá pessoal.

    Há algumas semanas resolvi me desafiar a aprender sobre IPv6 e usar ele como protocolo principal, se eu conseguiria usar ele mais do q o IPv4, e ver se em algum uso ele ainda não funcionaria.

    A primeira dificuldade foi meu router RV340. É um router excelente pra IPv4, mas no IPv6 ele deixou muito a desejar. Cansado de ficar limitado a WebUI, comprei um Ubiquiti EdgeRouter X-SFP e botei OpenWRT nele. Agora sim tenho um router de verdade!

    Nesse meio tempo descobri várias mudanças do IPv6 pro IPv4 q complicam muito nossa vida. Odiei o SLAAC, sou 100% (Stateful) DHCPv6!

    Uma dessas complicações foi o conceito de global prefix e prefix delegation. O IPv6 foi desenhado pra q todos os devices do mundo tenham endereço visível na Internet. Essa proposta em tese é ótima, frente ao infame NAPT do IPv4. Mas faz com q o provedor tenha q entregar um global prefix (ao contrário do endereço inteiro no caso do IPv4), e nosso router ser capaz de receber esse prefix e distribuir endereços na nossa LAN.

    Acontece q o endereço IPv6 é formado por 3 partes: o interface ID gerado automaticamente por cada dispositivo, a subnet configurada na rede privada e o global prefix fornecido pelo provedor.

    O interface ID, por causa do SLAAC, tem tamanho fixo de 64bit. Os 64bits restantes formam o global prefix e a subnet, q possuem tamanhos variáveis.

    Conforme o padrão RFC 6177 do Internet Engineering Task Force disponível em https://tools.ietf.org/html/rfc6177, os provedores devem fornecer global prefix de 56bit para os consumidores residenciais. O padrão anterior, RFC 3177 proposto pelo Network Working Group e disponível em https://tools.ietf.org/html/rfc3177, definia um prefix maior, de 48bits, "to end consumers".

    A Vivo está fornecendo global prefix de 64bit, isso toma todo o espaço e impede o uso de subnets, nos limitando a apenas 1 subnet. Ao não seguir o padrão, ela impede q criemos VLANs e outros tipos de subnet em nossa rede. Isso prejudica nossa segurança, pois impede q isolemos dispositivos q não precisam ver nossa rede principal.

    Gostaria de saber se mais alguém está insatisfeito com isso, e oq conseguiram fazer.

    Eu liguei no SAC mas a atendente nem sabia oq era IPv6. Quis mandar tecnico, eu disse q não era necessário, mas ele disse q era o único jeito. O tecnico tb não entendia nada, agendou de vir um outro q talvez entenderia, mas ele não veio. Liguei novamente perguntando como ficaria, e então foi agendado do supervisor vir. Ele veio e aproveitou pra fazer a vistoria na instalação do GPON, disse q veria oq fazer e me ligaria, eu estou esperando ainda o retorno.

    Isso tudo gera gastos pra Vivo. Acho q ela poderia simplesmente seguir o padrão e fornecer /56 pra todo mundo, ou no mínimo facilitar o fornecimento pra quem solicitar. Com um prefix /32 ela consegue fornecer mais de 16 milhões de prefixes /56! Como comparação, a Vivo tem hoje 9 milhões de endereços IPv4, quase a metade!
    Voce conseguiu tirar o modem da vivo e deixar apenas o edgerouter ?

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