Resultados 1 a 8 de 8
  1. #1
    Nível 84: Homem de Aço Avatar de mmelo76
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    Qual o problema de se expor em mídias sociais?



    Compartilhar fotos e outras memórias dos filhos na internet é um assunto que gera muita polêmica entre pais e mães. Muitos acreditam que é um direito dos pais, enquanto outros defendem que essa é uma violação da privacidade da criança. Mas embora essa discussão gere um debate, a quebra da privacidade ou a falta de atenção à vontade da criança não é o maior problema na hora de compartilhar algo nas redes sociais. É o que diz Priya C. Kumar, doutoranda em estudos da informação pela Universidade de Maryland, nos EUA, em texto publicado no portal The Conversation.

    Ela argumenta que registrar o crescimento dos filhos é algo que a humanidade faz há muito tempo, antes mesmo da existência das redes sociais. “Durante séculos, as pessoas registraram minúcias diárias em diários e álbuns de recortes. Produtos como livros infantis explicitamente convidam os pais a registrar informações sobre seus filhos”, lembra. Documentar as fases da vida e os papéis que as pessoas cumprem ao longo da vida seria útil para que as pessoas pudessem de fato cumprir esses papéis – de filhos, esposos, pais, amigos, etc.

    Portanto, pedir a pais que parem de registrar o crescimento dos filhos nas redes sociais é uma tarefa difícil, uma vez que isso seria fundamental para a vida social das pessoas e está acontecendo há muito tempo.

    O problema é que fazer isso especificamente nas redes sociais traz problemas diferentes e únicos. “Fotos de álbuns de família não transmitem dados digitais e se tornam visíveis apenas quando você decide mostrá-los a alguém, essas fotos do Instagram ficam em servidores de propriedade do Facebook e são visíveis para qualquer pessoa que rola pelo seu perfil”.

    Capitalismo de vigilância

    Kumar defende que os debates sobre privacidade e compartilhamento geralmente se concentram nos seguidores ou amigos dos pais que vêem o conteúdo, e tendem a ignorar o que as corporações fazem com esses dados.


    Estamos constantemente sendo monitorados!

    “Ao contrário de registros em diários, álbuns de fotos e vídeos caseiros, postagens em blogs, fotos do Instagram e vídeos do YouTube residem em plataformas de propriedade de corporações e podem ser visualizadas por muito mais pessoas do que a maioria dos pais percebe ou espera. (…) Essas plataformas operam cada vez mais de acordo com uma lógica econômica que o estudioso de negócios Shoshana Zuboff chama de ‘capitalismo de vigilância’”.

    A pesquisadora lembra que estas plataformas produzem bens e serviços projetados para extrair enormes quantidades de dados de indivíduos, coletar esses dados para definir padrões e usá-los para influenciar o comportamento das pessoas.

    Ela ressalta que esta é uma escolha consciente destas empresas e cita um exemplo contrário. “Não precisa ser assim. Em seu livro sobre contabilidade de mídia, (Lee) Humphreys menciona que, em seus primórdios, a Kodak desenvolvia exclusivamente o filme de seus clientes. ‘Enquanto a Kodak processava milhões de fotos de clientes’, escreve Humphreys, ‘eles não compartilhavam essas informações com os anunciantes em troca de acesso a seus clientes. Em outras palavras, a Kodak não mercantilizava seus usuários’. As plataformas de mídia social fazem exatamente isso. Compartilhar diz a eles como é seu filho, quando ele nasceu, o que ele gosta de fazer, quando atinge seus marcos de desenvolvimento e muito mais”, alerta.

    “Essas plataformas buscam um modelo de negócios baseado em conhecer os usuários – talvez mais profundamente do que eles mesmos se conhecem – e usar esse conhecimento para seus próprios fins. Contra esse pano de fundo, a preocupação é menos sobre os pais falarem sobre seus filhos online e mais sobre o fato dos lugares onde os pais passam tempo online sejam de propriedade de empresas que querem acesso a todos os cantos de nossas vidas. Na minha opinião, esse é o problema de privacidade que precisa ser corrigido”, aponta. [The Conversation]

    Fontes: HypeScience | PDABR
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  2. #2
    Nível 39: O Sexto Sentido Avatar de guvga25
    Desde
    Sep 2018
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    Minas Gerais
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    1.596
    Citação Postado originalmente por mmelo76 Ver Post


    Compartilhar fotos e outras memórias dos filhos na internet é um assunto que gera muita polêmica entre pais e mães. Muitos acreditam que é um direito dos pais, enquanto outros defendem que essa é uma violação da privacidade da criança. Mas embora essa discussão gere um debate, a quebra da privacidade ou a falta de atenção à vontade da criança não é o maior problema na hora de compartilhar algo nas redes sociais. É o que diz Priya C. Kumar, doutoranda em estudos da informação pela Universidade de Maryland, nos EUA, em texto publicado no portal The Conversation.

    Ela argumenta que registrar o crescimento dos filhos é algo que a humanidade faz há muito tempo, antes mesmo da existência das redes sociais. “Durante séculos, as pessoas registraram minúcias diárias em diários e álbuns de recortes. Produtos como livros infantis explicitamente convidam os pais a registrar informações sobre seus filhos”, lembra. Documentar as fases da vida e os papéis que as pessoas cumprem ao longo da vida seria útil para que as pessoas pudessem de fato cumprir esses papéis – de filhos, esposos, pais, amigos, etc.

    Portanto, pedir a pais que parem de registrar o crescimento dos filhos nas redes sociais é uma tarefa difícil, uma vez que isso seria fundamental para a vida social das pessoas e está acontecendo há muito tempo.

    O problema é que fazer isso especificamente nas redes sociais traz problemas diferentes e únicos. “Fotos de álbuns de família não transmitem dados digitais e se tornam visíveis apenas quando você decide mostrá-los a alguém, essas fotos do Instagram ficam em servidores de propriedade do Facebook e são visíveis para qualquer pessoa que rola pelo seu perfil”.

    Capitalismo de vigilância

    Kumar defende que os debates sobre privacidade e compartilhamento geralmente se concentram nos seguidores ou amigos dos pais que vêem o conteúdo, e tendem a ignorar o que as corporações fazem com esses dados.


    Estamos constantemente sendo monitorados!

    “Ao contrário de registros em diários, álbuns de fotos e vídeos caseiros, postagens em blogs, fotos do Instagram e vídeos do YouTube residem em plataformas de propriedade de corporações e podem ser visualizadas por muito mais pessoas do que a maioria dos pais percebe ou espera. (…) Essas plataformas operam cada vez mais de acordo com uma lógica econômica que o estudioso de negócios Shoshana Zuboff chama de ‘capitalismo de vigilância’”.

    A pesquisadora lembra que estas plataformas produzem bens e serviços projetados para extrair enormes quantidades de dados de indivíduos, coletar esses dados para definir padrões e usá-los para influenciar o comportamento das pessoas.

    Ela ressalta que esta é uma escolha consciente destas empresas e cita um exemplo contrário. “Não precisa ser assim. Em seu livro sobre contabilidade de mídia, (Lee) Humphreys menciona que, em seus primórdios, a Kodak desenvolvia exclusivamente o filme de seus clientes. ‘Enquanto a Kodak processava milhões de fotos de clientes’, escreve Humphreys, ‘eles não compartilhavam essas informações com os anunciantes em troca de acesso a seus clientes. Em outras palavras, a Kodak não mercantilizava seus usuários’. As plataformas de mídia social fazem exatamente isso. Compartilhar diz a eles como é seu filho, quando ele nasceu, o que ele gosta de fazer, quando atinge seus marcos de desenvolvimento e muito mais”, alerta.

    “Essas plataformas buscam um modelo de negócios baseado em conhecer os usuários – talvez mais profundamente do que eles mesmos se conhecem – e usar esse conhecimento para seus próprios fins. Contra esse pano de fundo, a preocupação é menos sobre os pais falarem sobre seus filhos online e mais sobre o fato dos lugares onde os pais passam tempo online sejam de propriedade de empresas que querem acesso a todos os cantos de nossas vidas. Na minha opinião, esse é o problema de privacidade que precisa ser corrigido”, aponta. [The Conversation]

    Fontes: HypeScience | PDABR

    Eu mudei muitas coisas depois que vi umas dicas na internet.
    Parei de postar meu cotidiano no FB.
    Comecei a perceber que as pessoas sabiam BASICAMENTE muita coisa sobre mim.
    Então resolvi ser mais discreto, tanto por segurança como por privacidade.
    Funcionário VIVO

    *Opiniões e informações expressas neste perfil não expressam as opiniões oficiais da empresa.

  3. #3
    Nível 87: A Vida É Bela Avatar de GJonas
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    Eu nem Facebook tenho graças a Deus. Só entrei no Instagram porque o G+ vai ser desativado.
    Esperando boas notícias.

  4. #4
    Nível 39: O Sexto Sentido Avatar de guvga25
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    Sep 2018
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    Citação Postado originalmente por GJonas Ver Post
    Eu nem Facebook tenho graças a Deus. Só entrei no Instagram porque o G+ vai ser desativado.
    Olha o IG é um FB enxugado, porém eu posto menos no IG do que no FB.
    Facebook é uma coisa pessoal, a gente posta uma coisa e tem gente mesquinha que pensa que estamos nos referindo a outra coisa... realmente um porre!
    No meu Status do Wpp eu só deixo meus contatos INTIMOS tendo acesso ao que posto.
    Funcionário VIVO

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  5. #5
    Deletei meu facebook também, acho que perco muito tempo em rede sociais, estou revendo isso em minha vida....

  6. #6
    Nível 39: O Sexto Sentido Avatar de guvga25
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    Sep 2018
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    Citação Postado originalmente por eduardocardoso90 Ver Post
    Deletei meu facebook também, acho que perco muito tempo em rede sociais, estou revendo isso em minha vida....
    A mediida que vamos amadurecendo o natural é deixarmos as redes sociais de lado...
    Eu mesmo já tenho muita coisa pra me preocupar, meu casamento, meus estudos, meu trabalho... acaba que não tenho muito tempo pra gastar nas redes.
    Funcionário VIVO

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  7. #7
    As empresas usam nossas informações para nos anunciar produtos do nosso interesse, e isso é parte do que as torna gratuitas para nós, não é muito legal realizar uma exposição exagerada nas redes justamente porque a informação está acessível para quem quiser ver.

  8. #8
    Nível 13: Velozes & Furiosos Avatar de renatobruno
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    May 2019
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    Isso é totalmente visível em questão do que é óbvio, porém as pessoas fazem vista grossa e acabam sendo viciadas no ciclo de tudo postar, tudo pros outros, tudo nas redes... não sou adepto disso. Sou do tipo de pessoa que crê e mantém-se afastado dos "olhos gordos" e levo o pensamento de que se na rua tem muito olho gordo, imagina na internet... as pessoas as vezes invejam até a cor do olho do seu filho, ou o cabelo da criança... esse é meu ponto de vista!!!!!!!