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Ver Versão Completa : Brasil diz não ao “roaming permanente”



Josemsud
11-03-16, 11:13 PM
http://s2.glbimg.com/ijjevXrx8Nhvfi2HH19_oThNk8A=/695x0/s.glbimg.com/po/tt2/f/original/2014/03/19/anatel.png


A Anatel entende que o roaming permanente pode provocar o desbalanceamento na competição.

A Internet da Coisas traz um grande número de desafios regulatórios, que remetem a disputas de mercado. E um dos que já estão repercutindo na União Internacional de Telecomunicações referem-se ao Roaming Internacional M2M ou, como outros preferem chamar, o “roaming permanente”

Com avanço da IoT, as coisas todas conectadas na web, um dos primeiros desafios é saber, por exemplo, como um chip colocado em um carro fabricado na Alemanha vai funcionar quando chegar ao Brasil, pois ele teria que ficar ligado sempre à sua operadora de origem. Por isso, já se começa a reivindicar um tipo de “roaming permanente” para que esse chip pudesse funcionar normalmente quando chegasse aqui.

Pois mesmo sendo este debate incipiente, pois nem o chip nem o carro ligado eternamente ainda existem de fato, o Brasil, na reunião da Comissão de Políticas Econômicas de Telecomunicações (SG3) (http://www.telesintese.com.br/anatel-podera-regular-tarifa-de-roaming-internacional-em-parceira-com-outras-agencias/) da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que acabou no início deste mês, decidiu se posicionar contra o tema.

Segundo Abrão Silva, gerente de Monitoramento das Relações entre Prestadores da Anatel, um dos integrantes da delegação brasileira, o Brasil entende que o roaming permanente pode provocar o desbalanceamento na competição, pois acabaria sendo criada uma operadora de telecomunicações em escala global, que não pagaria os impostos das empresas locais. Mas ele reconhece que o debate está só começando.

OTTS

Foi discutido também no grupo o papel das empresas Over The Top (OTTs) e seu relacionamento com as operadoras de telecom, e, nesse caso, segundo Silva, também não se conseguiu aprovar um documento de consenso.

Embora a Tunísia tenha apresentado o documento com o conceito defendido por diferentes operadoras de telecomunicações – ‘Same Service, Same Rules- o documento não foi aprovado. Esse conceito é combatido pela Anatel e pelos reguladores europeus que entendem que, antes de regular os serviços de internet, é melhor desregular os serviços de telecomunicações. E este assunto também ficou sem decisão.

A comissão reúne-se anualmente. Outros dois temas que geraram muita polêmica e não tiveram consenso foram os serviços financeiros digitais e a precificação de espectro.

Fonte: TeleSíntese (http://www.telesintese.com.br/brasil-diz-nao-ao-roaming-permanente/)

andersonmleite
12-03-16, 05:59 PM
Propostas sem nenhum fator a favor dos cliente e sim a favor das operadoras.

thiagomocci
14-03-16, 06:30 AM
Temos um problema lógico pros próximos anos... A Internet criou jovens que não entendem barreiras. O DDD, o Roaming, tudo isso é complicado de entender. Meu sobrinho de 10 anos ficou espantado ao saber que precisa fazer um passaporte pra ir aos Estados Unidos.

"Mas eu posso ir pela Internet ao mundo todo e fico preso ao Brasil quando não é pela Internet?"

É algo que o mundo precisa rever. As barreiras começam a ficar cada vez menores em tudo. E claro, não existe união mundial, é utopia. Mas de alguma forma precisam solucionar isso.

Juvenil-Wille
14-03-16, 05:19 PM
Temos um problema lógico pros próximos anos... A Internet criou jovens que não (http://bhcidadao.com.br/o-que-e-assexual-ou-assexualidade/) entendem barreiras. O DDD, o Roaming, tudo isso é complicado de entender. Meu sobrinho de 10 anos ficou espantado ao saber que precisa fazer um passaporte pra ir aos Estados Unidos.

"Mas eu posso ir pela Internet ao mundo todo e fico preso ao Brasil quando não é pela Internet?"

É algo que o mundo precisa rever. As barreiras começam a ficar cada vez menores em tudo. E claro, não existe união mundial, é utopia. Mas de alguma forma precisam solucionar isso.
O pior não é exatamente o passaporte, mas as leis e regras que variam de pais para pais, por exemplo:
Aqui na América do sul podemos viajar (passear) mesmo sem passaporte, apenas com os nossos documentos normais.

mmelo76
16-03-16, 01:50 PM
Bem, normal!

Um país enorme (quase continente) exige muito investimento, fragmentação de tecnologia e empresas...logo cobranças em cada região / estado.