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Ver Versão Completa : Novos impostos em telecom podem gerar mais R$ 8 bi aos governos em 2016



Josemsud
24-11-15, 07:49 PM
O governo pensa em aplicar o reajuste de 189% do Fistel, que ficou congelado este ano, em 2016. Além disso, há aumento da Condecine; do PIS-Cofins; do ICMS e reoneração do smartphone



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O SindiTeleBrasil faz novas projeções da carga tributária sobre os serviços de telecomunicações para o próximo ano, e elas não são nada animadoras. Conforme a entidade, que congrega as grandes operadoras de telecomunicações, no próximo ano, os governos federal e estaduais deverão recolher mais R$ 8,4 bilhões em seus cofres com o reajuste do ICMS, aumento da contribuição da Condecine, mudança do PIS-Cofins, reoneração dos smartphones e aumento da taxa do Fistel.

Segundo o diretor executivo do SinditeleBrasil, Eduardo Levy, o reajuste de 189% na taxa do Fistel (Fundo de Fiscalização) – que congregaria a correção da tarifa desde a criação do tributo – que foi congelado este ano, corre o risco que ser aplicado em 2016. A entidade já foi avisado pela área econômica do governo nesse sentido. A elevação dessa taxa somaria mais R$ 5,5 bilhões aos cofres do Tesouro Nacional.

O aumento da Condecine, a taxa de contribuição da Ancine (que era um pedaço do Fistel, mas que agora se tornou imposto independente) de 28,5% promovido pela área econômica este ano, e que começa a incidir no recolhimento do tributo em março de 2016, aumentará a arrecadação no próximo ano em mais R$ 200 milhões.

O aumento do ICMS em oito estados e no Distrito Fedreal irá gerar outro incremento de arrecadação tributária de R$ 1 bilhão, além de mais R$ 1,7 bilhão com a mudança do PIS-Cofins. “Com essa carga tributária, o estado se apropria da maior parte da riqueza gerada pelo setor”, afirmou Levy, lembrando que as operadoras lucraram em 2014 R$ 4 bilhões.

Conforme o SindiTeleBrasil, o governo fica com 59% de todo o valor adicionado das telecomunicações, o pagamento de juros e de alugueis é segundo setor mais bem remunerado, com 20% dos recursos, seguidos pelos trabalhadores, com 9%, acionistas, com 7% e por fim a própria empresa com 5% dos resultados obtidos do exercício.

Fonte: Tele.Síntese (http://www.telesintese.com.br/novos-impostos-em-telecom-podem-gerar-mais-r-8-bi-aos-governos-em-2016/)

Juvenil-Wille
24-11-15, 08:20 PM
O governo pensa em aplicar o reajuste de 189% do Fistel, que ficou congelado este ano, em 2016. Além disso, há aumento da Condecine; do PIS-Cofins; do ICMS e reoneração do smartphone

O aumento da Condecine, a taxa de contribuição da Ancine (que era um pedaço do Fistel, mas que agora se tornou imposto independente) de 28,5% promovido pela área econômica este ano, e que começa a incidir no recolhimento do tributo em março de 2016, aumentará a arrecadação no próximo ano em mais R$ 200 milhões.

O aumento do ICMS em oito estados e no Distrito Fedreal irá gerar outro incremento de arrecadação tributária de R$ 1 bilhão, além de mais R$ 1,7 bilhão com a mudança do PIS-Cofins. “Com essa carga tributária, o estado se apropria da maior parte da riqueza gerada pelo setor”, afirmou Levy, lembrando que as operadoras lucraram em 2014 R$ 4 bilhões.

Conforme o SindiTeleBrasil, o governo fica com 59% de todo o valor adicionado das telecomunicações, o pagamento de juros e de alugueis é segundo setor mais bem remunerado, com 20% dos recursos, seguidos pelos trabalhadores, com 9%, acionistas, com 7% e por fim a própria empresa com 5% dos resultados obtidos do exercício.

Fonte: Tele.Síntese (http://www.telesintese.com.br/novos-impostos-em-telecom-podem-gerar-mais-r-8-bi-aos-governos-em-2016/)

Se é que eu entendi direito, o governo fica com 59% do lucro das operadoras?

Josemsud
24-11-15, 08:24 PM
Exatamente @Juvenill-Wille, aí eu te pergunto para que serviram as privatizações nos setores?
Concordo que até hoje quem quebrou a cara com elas foram os próprios clientes, porque não dá para afirmar que houve melhoria em relação a qualidade, o que houve sim foi aumento na quantidade de clientes mas daí a falar que a qualidade melhorou desculpa mas não dá.

Juvenil-Wille
24-11-15, 08:51 PM
É um grande problema, e neste caso é como se a empresa fosse do governo e ele arrendasse para outra empresa gerenciar o negócio e ficar com uma pequena quantia dos lucros.

Josemsud
24-11-15, 08:56 PM
Isso mesmo! Isso me lembra a Bolívia, daqui a pouco o governo manda nacionalizar a Vivo e outras empresas.